Cultivo de oliveiras começa em mais 3 cidades da região Serrana do ES – Região dos Imigrantes

Cultivo de oliveiras começa em mais 3 cidades da região Serrana do ES

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O cultivo de oliveiras está em expansão no Espírito Santo. Além do município de Santa Teresa, pioneiro na atividade, os plantios dessa cultura foram iniciados em Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Afonso Cláudio.

Toda região Serrana do estado é potencialmente promissora para cultivos de oliveiras com o objetivo de produzir azeite. O plantio, além de ser rentável, é tolerante à seca, o que pode ser mais uma alternativa para agricultores diante da crise hídrica.

Para os extensionistas do Incaper do município de Santa Teresa, a atividade de olivicultura na região Serrana é uma grande aposta, pois permite a diversificação agrícola, o que contribui para o equilíbrio da renda da propriedade.

“A olivicultura pode ser a redenção no desenvolvimento da agricultura de montanhas dada a sua característica peculiar, que consiste no processamento da azeitona para produção de azeite. É uma atividade que proporciona agregação de valor e geração de emprego e renda”, explicou o chefe do escritório local do Incaper em Santa Teresa, Carlos Alberto Sangali.

Ele disse que a olivicultura, além de se tratar de uma atividade rústica, perene e tolerante à seca, apresenta alta rentabilidade, o que pode permitir o retorno dos filhos dos agricultores familiares para a propriedade rural.
“O cultivo de azeitonas também contribui na composição harmônica da paisagem e potencializa o turismo rural”, falou Sangali.

Fabricação do azeite
Atualmente, o Espírito Santo conta com 75,5 hectares plantados de oliveiras, com 49 produtores envolvidos, utilizando cinco variedades: Arbequina, Grappolo, Maria da Fé, Ascolano e Koroneike.
A expectativa é chegar a 2020 com uma área aproximada de 300 hectares e 200 produtores beneficiados, bem como iniciar em 2019 a produção de um azeite genuinamente capixaba.

“Nesse momento, além do fomento e orientação técnica, estamos envidando esforços para a elaboração da indústria de beneficiamento coletiva que será construída com recursos dos governos municipal, estadual e federal”, afirmou Sangali.

Expectativas dos produtores
Para o produtor Ruskim Junior, que plantou as oliveiras há um ano, as expectativas em torno da atividade são grandes.
“O que me fez entrar na atividade é a rentabilidade. Tudo indica também que a mão de obra é menor. Plantei 800 mudas e cuido de quatro hectares. O único alerta que faço é em relação às formigas. Realmente, é preciso ter cuidados”, falou Ruskim.

Já o agricultor Sebastião Boff, da comunidade de Aparecidinha, decidiu investir na atividade neste ano. “Sou agricultor há 36 anos e recebi notícias do cultivo de oliveira. Vi nessa cultura uma grande oportunidade. Além do Incaper, também procurei informações na internet e vi que a cultura é realmente promissora”, relatou Sebastião.

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